Baby é uma peça que mistura movimento e performance através do corpo, em relação com o espaço e o outro. O dualismo é o sujeito que predomina a pesquisa deste trabalho. Cada processo artístico é uma jornada pessoal para o coreógrafo William Cardoso.
O dualismo; temos num lado o interior, portanto o pensamento, o imaginário, o nosso jardim secreto e o seu oposto; a matéria, o corpo, a nossa realidade tal como a vemos através dos nossos olhos. William interessa-se nesta coabitação que nem sempre é fluida e fácil. Em Baby, questionamos os limites do outro, com o intuito de encontrar um certo balanço – ou não. No processo de pesquisa, vamos tentar compreender a palavra que domina os media, os filmes e os videojogos; violência. Haverá também uma forte influência da maternidade neste processo. Procuramos uma honestidade profunda. A energia des intérpretes serão a percussão e o ritmo do trabalho. Qual a forma em que o som irá existir? Como será produzido? William pretende ser ele mesmo a criar os efeitos sonoros para complementar a peça mas, acima de tudo, pretende continuar a desenvolver e e perscrutar no silêncio. A ausência do silêncio. O silêncio é uma referência que sempre existiu no seu trabalho e que o artista pretende continuar a investigar com mais intensidade.
William procura aprofundar a ideia de se confrontar a si mesmo e ao outro com o objetivo de se expor aos olhos de todes. Como podemos libertar-nos e encontrar a felicidade numa sociedade que nos impede de avançarmos e abrir as nossas próprias asas?