Artista transdisciplinar, que desenvolve trabalho nos domínios da dança/performance, música/sonoplastia e arte visual/multimédia. Nascido em Lisboa, Filipe Baptista começou o seu percurso artístico como bailarino em 2008 através das danças urbanas. Em 2011 inicia a sua formação em dança contemporânea e performance. Trabalhou em criações de Madalena Victorino, Malavoadora, Kwenda Lima, Amálgama Companhia de Dança, Mário Coelho e Pedro Baptista. Criou o solo de dança Between a Rock and a Hard Place apresentado no IX Festival Internacional de Solos de Dança Contemporânea. Colaborou com Mário Coelho facultando apoio à criação e ao movimento na peça É Difícil Para Mim Dançar!. Criou o projecto de video-instalação ZÉNITE: Quadros de um Grande Jogo Poético, que estreou no Festival A Salto 2020, em Elvas, e a peça de dança-performance NADIR, apresentada no ano seguinte na Rua das Gaivotas6. Em 2021, é convidado enquanto criador-performer para o projeto de curadoria All Tomorrow’s Parties do colectivo SillySeason, onde criou e apresentou a performance ATMA_0.7, com posterior e contínua circulação (Bienal de Artes de Coimbra, Zabra, etc.).
Paralelamente ao seu trabalho enquanto criador e intérprete, foi desenvolvendo sempre uma pesquisa também através de outros media, como é o caso do som e da arte digital. Já criou vários objectos de arte digital interativa e videográficos, bem como o trabalho sonoro para várias peças de teatro e performance.
Atualmente encontra-se a desenvolver a sua mais recente criação, a peça provisoriamente intitulada Īḍā, que representa a continuidade da sua pesquisa sobre a questões que o têm acompanhado, como é o caso do escutar e observar aquilo que é manifestado além da macro-realidade, da transcendência física, da dimensão sacra dos corpos e dos espaços, da visibilidade e invisibilidade da matéria, etc.
Filipe Baptista