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Residência artística integrada no Programa YEP, em parceria com a Rua das Gaivotas 6.

VESSEL apresenta um dispositivo híbrido. É uma peça onde os corpos orgânicos que habitam o espaço são a matéria plástica para a criação. Através de microfones e sensores infravermelhos, esta matéria é absorvida pela máquina e transformada em data, que é devolvida ao espaço sob a forma de matéria sonora e visual. Esta criação manifesta um olhar sobre a significância de acedermos a um espaço sagrado sem dualidades competitivas, onde tanto o aparato tecnológico como xs espetadores são participantes imprescindíveis de uma rede que reflete sobre a transferência, o encontro e a transformação.

Ficha Artística / Técnica

Direção
Filipe Baptista

Vetores de ativação
Público presente, Ana Silva, António Olaio, Beatriz Almeida, Teresa Manjua

Sonoplastia
Filipe Baptista

Desenho de luz
João Pedro Fonseca

Arquitetura e programação digital
Filipe Baptista

Assistência e apoio à criação
Carincur, Pedro Baptista

Co-produção
YEP, uma parceria entre Rua das Gaivotas 6/Teatro Praga e O Espaço do Tempo

Residência de co-produção
O Espaço do Tempo

Apoio a residências
Binaural/Nodar, Pro.Dança, Rua das Gaivotas6

Apoios
República Portuguesa – Cultura, DGArtes – Direção-Geral das Artes, SelfMistake, ZABRA, Rua das Gaivotas 6/Teatro Praga

Artista transdisciplinar, que desenvolve trabalho nos domínios da dança/performance, música/sonoplastia e arte visual/multimédia. Nascido em Lisboa, Filipe Baptista começou o seu percurso artístico como bailarino em 2008 através das danças urbanas. Em 2011 inicia a sua formação em dança contemporânea e performance. Trabalhou em criações de Madalena Victorino, Malavoadora, Kwenda Lima, Amálgama Companhia de Dança, Mário Coelho e Pedro Baptista. Criou o solo de dança Between a Rock and a Hard Place apresentado no IX Festival Internacional de Solos de Dança Contemporânea. Colaborou com Mário Coelho facultando apoio à criação e ao movimento na peça É Difícil Para Mim Dançar!. Criou o projecto de video-instalação ZÉNITE: Quadros de um Grande Jogo Poético, que estreou no Festival A Salto 2020, em Elvas, e a peça de dança-performance NADIR, apresentada no ano seguinte na Rua das Gaivotas6. Em 2021, é convidado enquanto criador-performer para o projeto de curadoria All Tomorrow’s Parties do colectivo SillySeason, onde criou e apresentou a performance ATMA_0.7, com posterior e contínua circulação (Bienal de Artes de Coimbra, Zabra, etc.).

Paralelamente ao seu trabalho enquanto criador e intérprete, foi desenvolvendo sempre uma pesquisa também através de outros media, como é o caso do som e da arte digital. Já criou vários objectos de arte digital interativa e videográficos, bem como o trabalho sonoro para várias peças de teatro e performance.

Atualmente encontra-se a desenvolver a sua mais recente criação, a peça provisoriamente intitulada Īḍā, que representa a continuidade da sua pesquisa sobre a questões que o têm acompanhado, como é o caso do escutar e observar aquilo que é manifestado além da macro-realidade, da transcendência física, da dimensão sacra dos corpos e dos espaços, da visibilidade e invisibilidade da matéria, etc.

Filipe Baptista

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