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Residência artística integrada no YEP ⎯ Young Emerging Performers, em parceria com a Rua das Gaivotas6.

É direcionado, preciso e não coloca inocentes em risco. Partimos de uma sensação pessoal de impotência: concluímos que a persistência do capitalismo, enquanto mecanismo estrutural de violência e sacrifício, é resistente à crítica e que, na verdade, nutre-se dela. O pensamento crítico como resposta não funciona; acumula-se sem produzir mudança. A partir desta cumulação propomos uma procura pela inversão, pela restituição, pela ação simbólica que pode romper o ciclo de violência e reverter a lógica sacrificial do capitalismo. Auto do CEO posiciona-se como uma alegoria que procura restabelecer uma lógica ancestral de troca um CEO por um futuro pós-capitalista. E só na tentativa talvez possamos encontrar uma resposta.

Ficha Artística / Técnica

Criação
Afonso Abreu

Em Cena
Afonso Abreu, Cláudio de Castro, Gabre, Ruben Peres Teixeira

Composição Musical e Sonoplastia
Gabre (Gabriel Fetzner)

Desenho de Luz
António Vilar

Figurinos
Afonso Correia

Co-produção
YEP – Young Emerging Performers, uma parceria entre Rua das Gaivotas 6/ Teatro Praga e O Espaço do Tempo

© António Ignês

Afonso Abreu (Funchal, 1999) é ator e criador. Desenvolve um trabalho que cruza criação artística e investigação, explorando as noções de figura, presença e imaginação radical. Doutorando em Artes Performativas e da Imagem em Movimento na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é licenciado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema e frequentou o Mestrado em Estética e Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou, em teatro, com criadores como Albano Jerónimo, Jean Paul Bucchieri, Ricardo Neves-Neves, Marta Dias, entre outros.

Afonso Abreu (PT)

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