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Um homem e uma mulher encontram-se à mesa de um café e relembram o passado.

É este o ponto de partida da complexa história de amor e amizade que nos chega pelas vozes de Jerry, Emma e Robert, contada por Harold Pinter através de uma linha temporal inversa, desfeita. Esse ato pode ser a forma clara de abordar a complexidade da passagem do tempo, como construímos memórias e como as nossas escolhas para comunicar não são lineares e objetivas. Talvez seja mesmo o espaço entre o ato e a palavra, a Pausa de Pinter, que carrega toda a tensão e toda a verdade de um diálogo que pode parecer, à partida, inconsequente. 

Há momentos em que a traição está implícita meramente numa fala do diálogo, numa pausa ou troca de olhares, numa evocação do passado, numa promessa não cumprida. Uma inquietante história sobre a fragilidade do amor e das relações humanas.

30 - 31 janeiro

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[ESTREIA ABSOLUTA]

30 de janeiro @ 21h30
31 de janeiro @ 21h30

› Maiores de 16 anos

Entrada gratuita mediante reserva para +351 964 027 962.

Ficha Artística / Técnica

Interpretação
Bernardino Samina, Filipe Fernandes e Rosa Souto Armas

Encenação
Theatron Associação Cultural

Produção Executiva
Todinha Santos

Direção Técnica
Tiago Coelho

Conceção da imagem gráfica
Helena Barreiras

A Theatron começou por ser uma associação juvenil, criada a partir do sonho de alguns jovens, em janeiro de 1998. A actividade desta associação marcou o seu início com a peça Gestus

Para além do teatro, a história da Theatron é transversal a outras artes, como as artes plásticas, a fotografia ou a dança. Curiosamente, chegou a produzir um espectáculo de rádio. Realizou, ainda, os Encontros de Teatro anuais, assim como o Festival de Teatro, em parceria com a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, com o sentido de trocar experiências com outros grupos amadores. Os workshops, as oficinas de teatro nas freguesias do Concelho de Montemor-o-Novo, bem como As Noites Lá Fora, os Serões de Poesia e animações de Natal, permitiram que houvesse interacção entre a associação e a comunidade e o teatro. Nunca perdendo de vista o principal objectivo de fazer teatro amador, desde a sua criação que a Theatron se mantém activa, produzindo, pelo menos, um espetáculo por ano. Entre eles destacam-se, por exemplo: Comédia em Família (2003); A Boda (2006); As Zaragatas em Chiozza (2011); A Casa de Ilusões (2013); O Coração De Um Pugilista (2014); O Coro dos Maus Alunos (2016); Hotel da Bela Vista (2018).

Actualmente, a grande singularidade da Theatron é continuar a fazer teatro com actores amadores mas com adaptações de texto, encenações e produção técnica orientadas por profissionais. Assim, a Theatron continua a querer ser presente, difundindo e dinamizando a arte em duas perspectivas: a do actor e a do público.

Traições

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