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Se eu não viver a minha verdade, limito-me a escrevê-la, reduzo a humanidade a poesia e a poesia a um senso comum de moralidade. Se a minha própria vida não for percecionada como um sacrifício moral, então talvez isto seja apenas poesia — não vida real. E se Georges Bataille e Sarah Kane se juntassem para jogar xadrez e decidissem reescrever a história da arte ou da humanidade: como seria? Um parque de diversões trágico-erótico, cheio de gonorreia, animais transformados em humanos, moralidades postas à prova… O impossível a tornar-se possível e os mortos a regressarem à vida. O tribunal marcou a sentença de morte em nome do amor. O museu marcou a sentença da eternidade em nome da arte e um funeral — metade funeral, metade aula de culinária — o funeral marcou a sentença de voltar à vida, em nome do morrer.

O universo de Xana Novais continua a exploração do corpo como tela e objeto, utilizando o treino e a disciplina para transcender a performatividade. Esta segunda parte de How to Kill opõe-se à ideia de que é possível morrer; aliás, questiona se até a própria morte pode ser reversível. Um culto de artistas que se reúne, que treina e que luta, numa procura intensa pela exumação do passado.

28 fevereiro, 21h30

XL Box ver mapa

[ENSAIO ABERTO]

A partir dos 18 anos de idade

Informa-se que esta peça contém cenas que podem ferir a suscetibilidade dos espectadores, nomeadamente pessoas com fobia a sangue. Este espetáculo contém nudez, sangue, líquidos e imagens gráficas. O espetáculo será conduzido em inglês, sem legendagem.

Entrada gratuita mediante reserva para +351 913 699 891 ou para info@oespacodotempo.pt.

Ficha Artística / Técnica

Direção Artística, Conceito e Interpretação
Xana Novais

Interpretação e Colaboração
Ana Rita Xavier, Cru Encarnação, Rita Soeiro, Zinnia Nomura, Fibi Eyewalker

Sonoplastia & Manipulação Live
Diogo Melo

Direção de Arte
Xana Novais

Direção Técnica e Som
José Afonso Monteiro

Luz
Lui L’Abatte

Blood Mother
Luz de Luna Duran

Mestre Xadrez
Rafael Antonio Bergmann

Técnico de Flebotomia
Analu

Técnico de Suspensão
Binho Barduzzi

Video & Fotografia
O Fosco - Rita Soeiro

Direção de Produção e Assistência de Dramaturgia
Tatiana Rocha

Produção & Gestão Financeira
COISAS Coletivo & V.E.R.M.E.

Coprodução
Festival DDD - Teatro Municipal do Porto

Apoio
O Espaço do Tempo, Appleton e Theater Haus Berlin, Académica Clube de Espinho, Junta de Freguesia de Espinho, Carpintaria Lavandeira, Alcima Construções

Agradecimentos
Ângela Cardoso, Tiago Cardoso, Nino Ubezio, AMC-Vilarinho e Daniel Seabra, Francisca Marques

© Rita Baleia

Formou-se em Teatro na Escola Profissional Balleteatro e em dança no curso FAICC da Companhia Instável. Como intérprete, trabalhou com Pedro Penim, Hugo Calhim Cristovão, Joana Von Mayer Trindade, Teatro Praga, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Estrutura, Carlota Canto Lagido, Florentina Holzinger, entre outros. Enquanto criadora, assinou (VS) POPCORN, Un Teknè, (G) Dysphoria APP, One Way To Pandora, Como Matar Mulheres Nuas, ELECTRA VAI AO TECHNO e AO QUE ISTO CHEGOU. Desenvolve atualmente How To Kill… For The Sake of Dying, segunda parte da trilogia COMO MATAR. O seu trabalho usa o corpo como campo de teste para questionar os limites da arte e a fronteira entre ficção e realidade.

How to Kill for the Sake of Dying

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