No novo espetáculo solo de Tita Maravilha, Bossa Nova deixa de ser apenas um gênero musical para se tornar um ato de consciência de classe. Aqui, “bossa nova” volta ao seu sentido original — um jeito novo de fazer, de existir e de reivindicar — e revela que a verdadeira revolução está no corpo, na voz e na história de quem sempre esteve à margem. Agora, descobriu-se quem é a verdadeira Bossa Nova: Tita Maravilha.
Enquanto o movimento histórico da bossa nova buscava traduzir um Brasil moderno, leve e sofisticado, ele também silenciava as batidas mais profundas da vida popular — aquelas moldadas pela pobreza, pela migração e pela luta. Bossa Nova é, assim, um teatro musicado em tom político que escancara as contradições de um país dividido e faz delas matéria viva de arte. Tita, em cena, grita: “Dê ao povo o que é do povo!”