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Spectrum of Move, uma série que se constrói a partir de práticas performativas anteriores, mas também através do mundo contemporâneo onde nos encontramos ⎯ os efeitos a longo prazo da COVID, a guerra no horizonte. Levantam-se perguntas em torno da importância da dança partilhada, da exploração, etc. 

O que se move? Que outras coisas ou seres vivos à nossa volta vemos a movimentarem-se? É mais importante do que nunca... Quais os temas que a dança contemporânea pode abordar? Que temas pode processar numa época de aquecimento global, quando o colapso já está a ser vivido no nosso dia-a-dia?

Dança, movimento, o corpo, todos podem abordar problemas contemporâneos de uma forma única ⎯ para que a "nova linguagem" esteja impregnada na forma como criamos, como somos feitos, o que leva a que, por causa disto, o processo de criação seja também alterado.

Na primeira parte de Spectrum of Move: PLANT(S), focamo-nos no movimento que não é visto, que não é visível ⎯ movimento, dança e coreografias que não são criados por humanos. Através de um monólogo polifónico que ramifica, divide e senta ⎯ como as plantas ou a coreografia e dança ⎯ começamos um diálogo entre seres vivos e plantas. 

Na segunda peça, David and Tereza, exploramos o movimento que pode ser um diálogo com o passado ⎯ um movimento de tempo, uma reciclagem ou re-meditação de uma produção já feita, um diálogo com a gravação de vídeo. Um dueto entre uma criança e um bailarino adulto foi criado há 15 anos. Tereza Ondrová teria, na altura, 26 anos e David tinha 6 anos. E se se encontrarem novamente?

Ficha Artística / Técnica

Direção e conceito
Petra Tejnorová

Dança
Tereza Ondrová, David Králík

Colaboração dramatúrgica
Monica Gillette

Colaboração técnica
Katarína Ďuricová, Marek Bartoš, Dominik Žižka

Produção
Daniela Řeháková, Júlia Pecková

Sonoplastia
Jan Čtvrtník

© Marek Bartoš

Bailarina, coreógrafa e professora. Estudou Pedagogia da Dança na Academia de Artes Performativas, em Praga. Em 2004, co-fundou a companhia de dança VerTeDance, onde criou mais de 25 peças. Desde 2012 tem trabalhado com Peter Šavel. Juntos, criaram o dueto Bosy who like to play with Dolls, que foi galardoado com o Amnesty International Freedom of Expression Award (2015), Dance Piece of the Year e Dancer of the Year 2014 na República Checa, e nomeado para uma Total Theatre Award Nomination e seleccionado para a Priority Companies List 2014 da Aerowaves, juntamente com As Long as Holding Hands (2015). Desde 2016, tem trabalhado com a diretora Petra Tejnorová (You Are Here, 2016; Nothing Sad, 2017; LET’S DANCE!, 2017; Hello, Is Anyone Out There?, 2017; SAME SAME, 2018; Duets, 2019; SILENT, 2021; Call Alice, 2021]. Enquanto bailarina e performer, colaborou com coreógrafos como Charlotta Öfverholm, Karine Ponties, David Zambrano, Anton Ľahký. Entre 2018 e 2021, foi parte do projeto Dancing Museums da União Europeia, em colaboração com Tanec Praha (CZ) e Prague City Gallery (CZ).

Tereza Ondrová

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