Spectrum of Move, uma série que se constrói a partir de práticas performativas anteriores, mas também através do mundo contemporâneo onde nos encontramos ⎯ os efeitos a longo prazo da COVID, a guerra no horizonte. Levantam-se perguntas em torno da importância da dança partilhada, da exploração, etc.
O que se move? Que outras coisas ou seres vivos à nossa volta vemos a movimentarem-se? É mais importante do que nunca... Quais os temas que a dança contemporânea pode abordar? Que temas pode processar numa época de aquecimento global, quando o colapso já está a ser vivido no nosso dia-a-dia?
Dança, movimento, o corpo, todos podem abordar problemas contemporâneos de uma forma única ⎯ para que a "nova linguagem" esteja impregnada na forma como criamos, como somos feitos, o que leva a que, por causa disto, o processo de criação seja também alterado.
Na primeira parte de Spectrum of Move: PLANT(S), focamo-nos no movimento que não é visto, que não é visível ⎯ movimento, dança e coreografias que não são criados por humanos. Através de um monólogo polifónico que ramifica, divide e senta ⎯ como as plantas ou a coreografia e dança ⎯ começamos um diálogo entre seres vivos e plantas.
Na segunda peça, David and Tereza, exploramos o movimento que pode ser um diálogo com o passado ⎯ um movimento de tempo, uma reciclagem ou re-meditação de uma produção já feita, um diálogo com a gravação de vídeo. Um dueto entre uma criança e um bailarino adulto foi criado há 15 anos. Tereza Ondrová teria, na altura, 26 anos e David tinha 6 anos. E se se encontrarem novamente?