Meditar sobre a morte é meditar sobre a liberdade; (...) nenhum mal atingirá quem na existência compreendeu que a privação de vida não é um mal. ⎯ Michael Montaigne, Ensaios, I, xx, 1972
Numa era em que a morte está ainda mais presente devido à guerra, qual é a nossa relação com ela? No sentido psicológico e geográfico? Como nos relacionamos com esta realidade individual e colectiva? Qual é a nossa responsabilidade e preparação? É importante cuidar deste tema e educar novas possibilidades de nos relacionarmos com a morte. Há culturas que a celebram, outras que é um tabu. De uma forma geral, o ser humano, ao longo da história, tem vindo a tentar prolongar a sua aproximação do fim. No entanto, a vida tem um limite natural e necessitamos das novas gerações. Qual a possível dança de co-existência entre vivos e mortos e as suas inúmeras crenças? É inevitável abordar o tema sem falar do tempo e da respiração. A primeira coisa que fazemos quando nascemos é inspirar e a última é expirar. Este será um factor explorado na peça desenvolvido em conjunto com Winga Khan. De que forma podemos encarar e cuidar este aspecto fundamental da vida que é o ultimo acto, de maneira a construirmos uma sociedade mais responsável e evoluída? É tempo de cultivar o belo e também no ritual da morte.