Fazermos coisas incríveis, ultrapassarmo-nos, sermos os melhores em alguma coisa, “campeões” como chamam os avôs aos netos rapazes, é ainda olhado como um nobre traço da humanidade. É essa vontade que encontramos nas pessoas traçadas para ganhar que nos serviu de exemplo, levando-nos também a ganhar tantas provas, a desejarmos desafios, a superarmo-nos. O que nunca percebemos é que bem é que isso trouxe ao mundo. Esta é uma peça para ser dita por duas ginastas enquanto treinam para a alta competição, colapsando com a impossibilidade de manter o seu foco face aos dilemas do mundo atual. — Lígia Soares
Ficha Artística / Técnica
Conceção, texto e encenação
Lígia Soares
Interpretação
Lígia Soares, Maria Jorge, Beatriz Lapa, Rita Cerqueira
Música
João Lucas
Cenografia
Henrique Ralheta
Luz
Pedro Guimarães
Direção de produção
Mariana Dixe
Assistência de encenação e criação
Beatriz Gaspar
Residência de coprodução
O Espaço do Tempo
Residência
Festival Materiais Diversos
Apoio
Ginásio Clube Português, Federação de Ginástica de Portugal, Vidalgym
Agradecimentos
Ana Pinheiro, André Nogueira, Artur Romão Pereira, Filomena Palma, Hugo Oliveira, Joana Carvalho, Nuno Vidal, Sara Monteiro, Sara Nabais, Teresa Simas, Tiago Portilha
Coprodução
Teatro Municipal do Porto, Centro Cultural de Belém, Teatro Académico Gil Vicente, Festival Materiais Diversos
A Minha Vitória Como Ginasta De Alta Competição foi escrita com o apoio da DGLAB- Direção Geral do Livro, do Arquivo e das Bibliotecas.
Lígia Soares é uma coreógrafa e dramaturga portuguesa. O seu trabalho tem sido apresentado nacional e internacionalmente, estando presente em vários programas de teatro e dança contemporânea. Entre 2001 e 2014 foi, juntamente com Andresa Soares, diretora artística de Máquina Agradável. Desenvolveu também vários contextos de programação com outros artistas como o Demimonde, ou o Face-a-Face. Desde 2015 que centra a sua pesquisa em como criar dispositivos cénicos inclusivos da presença do espectador como parte da dramaturgia do espetáculo. As peças Romance, Cinderela, Civilização e Memorial estão editadas pela Douda Correria. Recebeu a bolsa de criação artística e literária da DGLAB em 2020.