À medida que a cor se dissolve na escuridão, reavivamos o arcaico e colocamo-lo em contacto com o contemporâneo. Construímos um encontro que acolhe um mundo extático, que olha de lado através do tempo: simultaneamente para o passado e para o futuro. Através de ritmos densamente sobrepostos de dança e música, atravessados por uma luz cintilante, o público é convidado a circular em torno de uma cena ritual, que propõe outras formas de relação, participação e cocriação.
A questão que sustenta este trabalho é: como sair? Como podemos renunciar ao atual enquadramento social, que exige a nossa participação em estruturas violentas de conformidade e desigualdade, assentes na exploração e na extração? Como pode a vida ser mais do que isto?