Estou deitado numa destas tardes de pandemia a pensar no gato Behemot, d’O Mestre e Margarita. O livro já não está aqui, mas é revelado mais presente pela ausência. Sou levado ao Livro de Job, ao Behemoth de Hobbes e ao Daemonologie de James I rei de Inglaterra.
Decidi escrever um texto onde desenhasse o caminho que faço, onde se observe este território na História e não esquecer como se contaminam as coisas. De perceber que o que está a ser dialogado nos textos escolhidos são coisas que se subsumem no resto dos outros textos que assistem ao arrastamento da história.
Percebendo as possibilidades da intertextualidade presente, de não só de extração direta de elementos de outras obras, mas também poder colocar em diálogo na cena: texto, origem, autor e actor. Este processo passará por confrontar o texto aos leitores, críticos, criadores e enquanto equipa, habitar um mundo onde possamos causar mais espantos e dar algo a ler.