Se fosse o profundo superfície é uma ficção coreográfica especulativa que acompanha o encontro de uma comunidade humana com uma forma de vida desconhecida. A sua presença reconfigura gradualmente a organização social e a perceção mútua do grupo, distorcendo-lhe os sentidos, a fisiologia e a linguagem. À medida que as posições divergem e aqueles que antes eram semelhantes se tornam estranhos, o grupo está dividido entre adaptar-se e resistir, com a sua humanidade em jogo caso a transformação seja irreversível.
Combinando teatralidade, coreografia e música experimental, a peça examina a reatividade humana em tempos de crise, revelando a fragilidade da comunidade e explorando a adaptabilidade através de relações interespecíficas e de uma comunicação não verbal. Convida o público a acompanhar este encontro com uma alteridade radical, perturbando o que significa ser humano e abrindo perspetivas para repensar os nossos futuros.