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Ao longo da investigação sobre a utilização de sinal e ruído como matérias plásticas, Marcelo Reis procura eventos de ruído na natureza, explorando as suas possibilidades plásticas. Esta ação de procura de algo sem referente ou sem definição funciona como a antítese da apofenia, que encontra padrões onde eles não existem, criando assim imagens enviesadas da realidade que nos limitam a informação. Os eventos de ruído encontrados são interpretados, registados e transcodificados de forma a criar objetos artísticos cujo referente seja a falta de definição. A mais recente prática de Marcelo procura estes eventos em quedas de água, que criam ruído ao chocar contra pedras, ao movimentar galhos ou até a cair em si mesma. O trabalho em Montemor-o-novo partirá do contacto intensivo com o Rio Almansor, procurando não só ruídos sonoros, mas também procurar momentos de nevoeiro que servem como ruído que se coloca entre o observador e o observado.

3 julho, 21h30

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[ENSAIO ABERTO]

Entrada gratuita mediante reserva para +351 913 699 891 ou para info@oespacodotempo.pt.

© Marcelo Reis

Marcelo Reis (Porto, 1993) é artista plástico e produtor musical. Licenciado em Cinema e Audiovisuais pela ESAP, mestre em Artes Plásticas pela FBAUP e recentemente doutorando em Artes Plásticas na FBAUP. O seu corpo de trabalho foca-se em pensar nas possibilidades plásticas do sinal e em que forma a transcodificação para diferentes suportes afecta o referente da mensagem que o sinal transporta. Este trabalho é apresentado em formatos como instalação, som e imagem impressa.

Procura de ruído para evitar o viés da apofénia

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