Coreia é uma publicação de carácter experimental, crítico e discursivo a propósito das artes em geral, firmada numa relação umbilical com a dança. De tiragem semestral, o jornal pretende ser um fórum independente e internacionalista a partir de questões, obras e artistas, preocupado em divulgar formatos vários em língua portuguesa.
Para o lançamento do Coreia #10, contamos com a apresentação do seu director editorial, e da performance Nome de Filme, de Bibi Dória. É uma performance de memória e relato de um filme de ficção do começo ao fim. O filme decorado é Copacabana Mon Amour, dirigido por Rogerio Sganzerla e filmado no Rio de Janeiro em 1970. Copacabana Mon Amour não foi lançado comercialmente devido à censura imposta pela ditadura militar. Os seus negativos originais foram restaurados em 2013 após avançado estado de deterioração e, actualmente, a sua cópia de preservação encontra-se na Cinemateca Brasileira, que no ano de 2021 foi incendiada. Situado no cruzamento entre a performance e o cinema, Nome de Filme propõe a experiência de assistir um filme onde a projecção é feita pela memória de quem o conta.