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Projeto vencedor da Sementeira, Bolsa de Novas Criações para o Alentejo, uma iniciativa da Antípoda A.C., com co-produção de O Espaço do Tempo, Alma d’Arame, Pó de Vir a Ser e CAE Portalegre, em parceria com Um Colectivo e os Municípios de Viana do Alentejo, Mértola e Portalegre.

 

​​Espantos nasce de um processo de escuta junto das pequenas comunidades do Alentejo, onde o envelhecimento da população e o esvaziamento do território se tornaram matéria de reflexão artística.

Entre memórias partilhadas, histórias simples e profundamente humanas, emerge a figura de um casal idoso que vive isolado num monte há demasiado tempo. Sem filhos e com poucos laços familiares, Espanta e Espanto passam os dias a inventar partidas um ao outro, transformando a rotina num jogo que os ajuda a resistir à solidão. Esta é interrompida pela chegada de um jovem carteiro, portador de uma linguagem poética própria, que percebe nunca ter entregue correspondência naquela casa e decide iniciar uma troca de cartas anónimas. O contacto estabelece-se através da palavra dita, uma vez que o casal não sabe ler nem escrever. 

Entre humor, alguma melancolia e pequenos gestos de ternura, este encontro de gerações revela fragilidades, desejos e memórias, abrindo espaço para um diálogo sensível sobre o tempo, o isolamento e a necessidade de afeto. Cruzando o trabalho do actor e marionetas, Espantos constrói um universo poético onde corpo, memória e identidade coexistem. O espectáculo propõe-se como um gesto de escuta e devolução, onde a juventude e a velhice se encontram para celebrar a persistência do humano.

30 maio, 18h30

Oficina Magina ver mapa

[ESTREIA]

Entrada gratuita mediante reserva para +351 913 699 891 ou para info@oespacodotempo.pt.

Espetáculo integrado no XVII Encontro Internacional de Marionetas de Montemor-o-Novo da Alma d'Arame.

Ficha Artística / Técnica

Criação colectiva
Cia. Mefisteatro

Encenação
Eunice Correia

Intérpretes
André Consciência, Eunice Correia, Pedro Estevam

Planeamento técnico e Desenho de luz
Pedro Estevam

Dramaturgia
Eunice Correia

Cenografia e Marionetas
Cia. Mefisteatro, Cristina Pereira, José Ramalho

Figurinos
Cristina Pereira

Consultoria Artística
José Ramalho

Video e Fotografia
Sérgio Marques

Música e Design
André Consciência

Apoio à produção
Snowblack Associação

Produção
Sementeira ⎯ Antípoda Ac.

Co-Produção
O Espaço do Tempo, Alma d'Arame, Pó de Vir a Ser, CAE Portalegre

Parceiros
Um Colectivo, Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Câmara Municipal de Mértola

Financiamento
Ministério da Cultura, Juventude e Desporto ⎯ Direcção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Évora, Fundação Eugénio de Almeida, CCDR Alentejo

Cia. Mefisteatro nasceu em 2017, na Moita, e reside actualmente em São Cristóvão, no concelho de Montemor-o-Novo. Surge da fusão do trabalho performático e literário de André Consciência com a criação teatral de Eunice Correia, abraçando um imaginário mágico e onírico, cru e crítico. As influências simbolistas, modernistas e cubistas de André Consciência e a sua sonoplastia confluem com as expressões de teatro de figuras, atravessando linguagens variadas e tentando incluir nas criações a relação entre ator e objeto/marioneta, levando uma dimensão poética a públicos diversos — quer em espetáculos, quer em oficinas, promovendo partilha direta com públicos curiosos e audazes. O resultado do trabalho da companhia é um mundo de diversidade entre obscuridade e luminescência, celebrando a poesia do criar. 

A residência no Alentejo reforça a ligação da companhia ao território, onde pretende desenvolver trabalho artístico em diálogo com a paisagem, as comunidades locais e a memória rural.

Espantos

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