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A Gente na Boate Sofre Junto é um dos projetos vencedores das Bolsas de Criação d'O Espaço do Tempo (2024/2025), com o apoio da Fundação "la Caixa" e em colaboração com o Banco BPI.

 

Nos anos setenta, no auge da discothèque, os corações de imigrantes latinos e afro-americanos inteiros ou partidos pulsavam em loop a esperança de um final feliz. (Morreram tristes.)

Copacabana. Estamos em guerra.
Miss Universe refugia-se num bunker que, no auge do fascismo brasileiro, fora uma discoteca frequentada pelo seu tio.

Um arquivo real o do tio Ricardo Wagner ⎯ entrelaça-se com a ficção, inspirada no conceito de obra total (Gesamtkunstwerk) de Richard Wagner. A Gente na Boate Sofre Junto é uma ópera hyperpop onde o bunker se transforma num portal mágico. A obra ativa temas homoeróticos sob uma lente transfeminista – um gesto espiritual e operático que acolhe o sofrimento coletivo e abre caminho para o vislumbre de um futuro bonito pela frente.

14 - 15 novembro

XL Box ver mapa

[ESTREIA]

› 14 de novembro @ 21h30
› 15 de novembro @ 19h00

Aprox. 120 minutos
Maiores de 16 anos

O espetáculo utiliza luz estroboscópica e contém nudez integral. Espetáculo em português e inglês, com legendagem. 

Entrada gratuita mediante reserva para +351 913 699 891 ou para info@oespacodotempo.pt.

© Rui Palma
© Rui Palma
© Rui Palma
© Rui Palma

Ficha Artística / Técnica

Libretto, Composição, Encenação e Coreografia
Diego Braga

Interpretação
Didirella, Paulo Pascoal, Eric Meireles, João Villas-Boas

Produção Musical
Diana XL e Pedro Joaquim Borges

Paisagem Sonora
Nico Espinoza

Assistente de Encenação
Mariana Guarda

Desenho de Luz
Rui Monteiro

Assistência e Operação de Luz
Zeca Iglésias

Cenário
ROD

Pintura & Adereços
Martim

Figurinos
Carlota Lagido

Vídeo para palco e teasers
Heverton Harieno

Short Op-Docs/NYT
Diego Bragà

Apoio coreográfico
Tânia Carvalho

Coreografia “Sereinhos”
João Villas-Boas

Laboratório de Voodoo, Kuduro e Coupé Décalé
Inés Sybille Vooduness

Laboratório de Funk
Kai Gomes

Consultoria operística
Alexandra Lacroix

Direção técnica
Ana Carocinho

Produção
Alkantara (Lysandra Domingues)

Residências e Apoios à Criação
TalentLAB / Théâtres de la Ville de Luxembourg, Moussem Nomadic Arts Centre (Bruxelas), OPART, E.P.E. / Estúdios Victor Córdon, CAMPUS / Rivoli, Festival END e Bolsa de Escrita Teatro Oficina

Coprodução
Alkantara e africologneFESTIVAL, no contexto de Common Stories, um programa da Europa Criativa financiado pela União Europeia

Bolsa de criação
O Espaço do Tempo, com o apoio do BPI e da Fundação ”la Caixa”

© João Mendes

Diego Bragà / DIDIRELLA (Belo Horizonte) é uma artista transfeminina que transita entre óperas queer, filmes viscerais e a invenção de futuros coletivos bonitos pela frente. Fã de Lygia Clark, Marta Neves, Yoko Ono e Paula Rego. Formou-se na London International School of Performing Arts. Recebeu vários prémios, entre os quais o Prémio Cultura, do Ministério da Cultura do Brasil. A sua linguagem estética entrelaça arquivo ancestral, carnaval homemade, melodrama e felicidade travesty.

Diego Bragà

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