Em 2024, iremos começar um ciclo a que chamaremos “Re:” e que será um conjunto de espetáculos que respondem e entramem diálogo com os grandes clássicos dramáticos ocidentais, como Antígona, Galileu ou Frei Luís de Sousa. Trata-se de produções de média dimensão pensadas para a rede de teatros municipais.

Gostaríamos de dar início a esse ciclo com Antígona, que parte de um trabalho do dramaturgo José Maria Vieira Mendes em resposta às diferentes versões deste clássico de Sófocles. Antígona tem sido passagem de escrita na tradição dramática, de Kleist a Anouilh, de Cocteau a Júlio Dantas ou António Pedro, mas também filosófica (Heidegger, Steiner, Lacan, Judith Butler,etc.). O gesto da resposta deste espetáculo não se apresenta necessariamente como um desafio ao passado, mas como a leitura do passado enquanto pergunta sem resposta ou como uma troca de emails sem esperança de retorno.

Procurando fugir à tentação do gesto da “atualização”, esta versão escolhe quatro das figuras centrais da peça de Sófocles (Antígona, Ismene, Creonte e o Coro), seguindo-as na sua narrativa central e na resistência de Antígona.

Re: Antígona é também a vontade de fugir ao clássico, declarando a sua inexistência sem proclamar a sua morte.

Ficha Artística / Técnica

Texto
José Maria Vieira Mendes

Encenação
Teatro Praga

Performers
André e. Teodósio, Joana Barrios e Maria João Vaz

Cenografia
Tiago Alexandre

Figurinos
Joana Barrios

Desenho de luz
Joana Mário

Produção
Teatro Praga

Co-Produção
Teatro Nacional S. João e CCB

Co-Produção em Residência
O Espaço do Tempo

O Teatro Praga assume-se como um grupo ou federação de artistas, com brasão e história. Como a cada espetáculo costuma responder à pergunta sobre quem é com uma reformulação da pergunta. O Teatro Praga nasceu em 1995 e está sediado na Rua das Gaivotas em Lisboa. Colabora regularmente com algumas das mais prestigiadas estruturas culturais em Portugal e tem-se apresentado em festivais e teatros de diversos países.

Teatro Praga

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