Dez anos de guerra entre duas civilizações: gregos e troianos. O encontro amoroso entre Helena e Páris leva à queda de Tróia, incendiada ao fim de dez anos de guerra. Os gregos exigem a morte de Astianax, filho de Heitor com Andrómaca. Hécuba é feita prisioneira. A história é conhecida. Entre mitos, desamores, reescritas dos historiadores, o que nos interessa em Troianas?
A guerra nunca esteve ausente do mundo, mas nos últimos anos, de Kiev à Palestina, foram várias as convulsões e focos que escalaram. O amor pela guerra, pela violência, a falta de gás, a ameaça da bomba. Do amor pela bomba, como diria o Dr. Strangelove, de Kubrick. A guerra não é o espanto. O que nos interessa é o gesto bárbaro, violento e a sua raiz. Com Séneca, podemos interrogar de novo o lugar a que relegamos o Outro, esse desconhecido.