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Os Idiotas é a última criação da tetralogia iniciada em 2015, em torno do processo teatral, em que uma ideia normativa, orgânica ou meramente funcional de “teatro” é posta em causa a partir das condições elementares que estão subjacentes à organicidade dessa convenção artística ou pressuposição formal.

Em Os Idiotas, o leitmotiv é o trabalho de interpretação dos atores e das atrizes enquanto motor de pesquisa e experimentação em torno dos binómios ficção/realidade e, consequentemente, performers/público. Não se pretende operar uma dicotomia entre estes planos, mas antes a tentativa de os colocar num plano horizontal, numa presença ativa, mesmo que sob percepções distintas, centradas na presença dos atores e atrizes. Deste modo, contraria-se a criação artística como uma unidade coesa de totalidade de sentido, pensando-a antes como um acontecimento impuro, na margem do risco e da imprevisibilidade.

Com criação de Ana Gil, Nuno Leão e Óscar Silva e dramaturgia de Miguel Castro Caldas, Os Idiotas procura descarnar a técnica da representação testando os binómios referidos sob uma ficção concreta: um grupo de atores desempregados forma um clube para praticar a arte da representação necessária à profissão. É neste enquadramento narrativo que se pretende problematizar a possibilidade do teatro, da condição do ator que continuamente se confronta com o que nele se refaz e desfaz, gladiando obstinadamente com o silêncio – como se quanto mais se representasse, mais acabasse por faltar.

20 maio, 21h30

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› Ensaio aberto

Ficha Artística / Técnica

Conceção
Ana Gil, Nuno Leão, Óscar Silva

Criação
Ana Gil, Miguel Castro Caldas, Nuno Leão, Óscar Silva

Texto
Miguel Castro Caldas

Interpretação
Ana Gil, Filipa Matta, Óscar Silva, Tiago Barbosa e Vera Kalantrupmann

Ator Convidado
Diogo Dória

Desenho de Luz e Som
pedro fonseca / colectivo, ac

Espaço Cénico
colectivo, ac

Design de Comunicação
Cátia Santos

Registo de Vídeo e Fotografia do Processo
Tiago Moura

Produção Executiva
Rita Boavida

Apoio à Produção
Bruno Esteves

Produção
Terceira Pessoa

Coprodução
TNDMII e Teatro-Cine de Torres Vedras

Apoios e acolhimento
Município de Castelo Branco, Teatro Municipal de Ourém, Centro Cultural Município do Cartaxo, Centro Cultural de Celorico da Beira, Teatro Viriato em Viseu, Teatro Gil Vicente de Barcelos, Teatro Municipal de Bragança, Cine Teatro João Verde em Monção

Residências de criação
Fábrica da Criatividade, O Espaço do Tempo, 23 Milhas, Teatro do Silêncio, Ajidanha, Teatromosca, Rua das Gaivotas 6 e Cão Solteiro

Parceiros media
Antena 2 e CoffeePaste

Financiamento
Direção Geral das Artes / República Portuguesa - Cultura

A Terceira Pessoa é uma estrutura que desenvolve projetos artísticos, com especial enfoque nas artes performativas e cruzamentos disciplinares. Nos seus projetos, privilegia uma abordagem multidisciplinar, integrando profissionais provenientes de linguagens artísticas diversificadas. Abrangendo públicos de várias faixas etárias e de meios sócio-culturais diversos, a Terceira Pessoa constrói um projeto de aproximação da comunidade aos territórios culturais da sua zona, bem como de outros locais do país e de promoção de uma troca entre o património local e as linguagens contemporâneas.

Foca assim a sua ação em três eixos principais:
– produção e criação de objetos artísticos com assinatura da estrutura e difusão das suas zonas de ação como lugares de produção e criação artística e de projetos comunitários a nível nacional e internacional;
– desenvolvimento e aproximação dos públicos às linguagens artísticas contemporâneas, através de dinâmicas de metodologias participativas e colaborativas regulares;
– organização de ciclos de programação artística pluridisciplinar que potenciem a circulação de criadores contemporâneos e o acesso público das populações a propostas de índole assumidamente contemporânea e experimental.

Os Idiotas

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