"BISONTE, a parte feia das coisa belas" (título provisório)

Marco da Silva Ferreira

Portugal
BlackBox
19 FEV 2018 a 04 MAR 2018

 "Quando se pede a alguém que dance é pedir-lhe que use uma linguagem BISONTE é uma composição de movimento, corpo, espaço e interpretação sensível para se mostrar, para expôr uma qualquer honestidade sobre si. É maioritariamente baseada em referências biográficas e auto-referênciadas do quase pedir que se desmascare, e que partilhe um espaço íntimo, frágil e que científicas ou consensuais. vulnerável. É pedir que o faça de livre vontade. Pretendo saturar e exponenciar o contexto urbano de dança onde acontece Intimidades expostas num corpo musculoso, capaz de tanto e ainda assim a uma certa hiper-masculinização, quase em simultâneo a um universo falhar. feminista, queer e que é quase identitário desta época e geração. A beleza de se mostrar o que se quer esconder, como contar um segredo a um Que masculinos ainda se constróiem hoje? Que feminino é este que para se desconhecido e colocá-lo forçosamente para sempre na nossa vida" (statement afirmar se masculiniza? Que humanos são estes que ainda se medem pelo ficcional sobre um homem que dança) grande, forte e rápido? Pelo físico, pelo poder e pelo sexo?


Direcção e coreografia: Marco da Silva Ferreira
Intérpretes (residências): André Cabral, Vitor Fontes, Eríca Santos, Leo Orchidaceae, Manon Payet.
Música: Rui Lima e Sérgio Martins
Desenho de Luz: Wilma Moutinho
Figurinos: João Rôla Pesquisa teórica: Mara Andrade, Pietro Romani , entre outros
Produção: Célia Machado
Estrutura de Produção: Pensamento Avulso
Coprodutores: Teatro Municipal do Porto, Rivoli e Campo Alegre; Théâtre de la Ville; Charleroi danse, Centre chorégraphique de la Fédération Wallonie- Bruxelles; Centre de Développement Chorégraphique National Toulouse- Occitanie; Centre Chorégraphique National de Caen en Normandie;
Residências: O Espaço do tempo; Centro Cultural Vila Flor;