CASULA

Sérgio Diogo Matias e Filipe Moreira

PT
Convento da Saudação
12 JUN 2017 a 18 JUN 2017

Este projeto tem como propósito questionar a forma como nos relacionamos com os sentimentos. Acreditamos que os tempos de hoje, vertiginosos e excessivos, nos condicionam a relação com a morte, com o amor, com o toque e com o outro. Ao longo do tempo todas estas emoções adaptaram-se aos diferentes momentos da história e transformaram-se perante os diversos contextos culturais. Ganharam diferentes significados, conotações e foram cometidas as maiores loucuras, mas também os feitos, e as obras de arte, muitas delas que marcaram a história da humanidade. Enquanto criadores acreditamos que, atualmente, há uma deformação na relação com as emoções. A comunicação não é total e esclarecedora. As palavras são abreviadas e os gestos não são sentidos. Cria-se uma nova forma, uma forma de dialogar pouco detalhada e específica, por vezes vazia, composta por siglas e símbolos que pretendem representar emoções. A proposta para este projeto é recair na estranheza da comunicação dos corpos, através da descoberta de uma fricção e deformação dos mesmos, criando um corpo estranho uno que metaforiza a comunicação distorcida. Dois corpos envolvidos por uma malha/ rede, representado um microrganismo, uma célula, um casulo. Desta malha de tecido sairão membros, sons, vozes, até ser possível ver um corpo. Pretendemos trabalhar os corpos como um só, um organismo que estabelece um diálogo disruptivo e que se baseia na subversão do significado das palavras e das suas intenções. Elabora-se um terceiro corpo, criando assim pensamentos simultâneos, que se materializam em sons, palavras e movimentos.

Criação e Interpretação: Filipe Moreira e Sérgio Diogo Matias

Música: Rafael Claro (Vurtiga)

Desenho de Luz: Diogo Mendes

Video e Imagem: Daniel Pinheiro

Apoio dramaturgico: Cristina Planas Leitão

Documentação : Telma João Santos

Coaching: Joana Castro e Joclécio Azevedo

Apoios
Companhia Instável - Palcos Instáveis | Teatro Campo Alegre