G H

Ponto Teatro

PT
Convento da Saudação
01 FEV 2016 a 13 FEV 2016


‘Porque não és frio, nem quente, porque és morno, eu te vomitarei da minha boca.’ G.H., acrónimo de um qualquer ser humano em todas as suas mutações mas também, simples abreviação para ‘Género
Humano’, devora o próprio ser como linguagem, na impossibilidade de narrar a posteriori a própria impotência de descrever um evento passado, presente, futuro. As linguagens verbal e não-verbal são, ao mesmo tempo, o que afasta o ser de sua essência, mas, o que simultaneamente constitui a chave para atingi-la, o instrumento possível para se tocar o intocável, para se atingir o segredo e desenterrar o melhor e o pior de nossa condição humana, que já não é nem mais humana.
A investigação sobre a (i)materialidade do corpo, as noções de identidade e violência do género e o cruzamento dos imaginários de Clarice Lispector, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Giorgio
Agamben, Judith Butler, Paul B. Preciado, entre outros, permite materializar, em última instância, a premissa de Bernard Berenson: ‘uma vida plena pode ser aquela que alcance uma identificação tão completa com o não-eu que não haja mais um eu para morrer’.


GH engloba uma série de actividades paralelas comissariadas por Helena Topa, Bruno Monteiro e Emanuel de Sousa para explorar a questão de 'gênero´.


FICHA
ARTÍSTICA

 

dramaturgia, encenação, dispositivo cénico EMANUEL DE SOUSA
banda sonora original JOÃO DORMINSKY
desenho de luz JOÃO TEIXEIRA e EMANUEL DE SOUSA
desenho de vídeo e vídeo em tempo real EMANUEL DE SOUSA
assistência de movimento ANDRÉ MENDES
figurinos e adereços PATRÍCIA SOUSA
interpretação DANIELA GONÇALVES
assistência produçãoRITA VIEIRA
co-produção PONTO TEATRO, TEATRO MUNICIPAL DO PORTO
apoiosO ESPAÇO DO TEMPO, COMPANHIA INSTÁVEL

classificação etária
M / 16 anos (inclui nudez integral)
duração aproximada 70 - 90 min (a confirmar, sem intervalo)