Estreia: 5 e 6 de Março | Grande Auditório - Centro Cultural de Belém | 21h00
Mais tarde ou mais cedo, o vento voltará a soprar. E voarão casas, árvores e os corpos dos mais leves e incautos. Voarão em estilhaços os nossos sonhos, bem como as portas que deixarão os nossos celeiros vazios. Depois, voltará a calma e o único ruído que se ouvirá será a dança das moscas. Vai custar a perceber porque é que tanta coisa que amávamos desapareceu sem deixar rasto.
Quando o aleatório das intempéries passa para o controlo dos homens, há tempestades tais que eclipsam o Sol para sempre e varrem tudo da face da Terra, mesmo as plantas mais agrestes. No entanto, alguns (poucos) homens souberam usar esse poder das tempestades.
“Saladino entrou em Jerusalém numa sexta-feira, 2 de Outubro de 1187 (o 27 de Rajab, do ano 583 da Hégira), no próprio dia em que os muçulmanos festejavam a viagem nocturna do Profeta a Jerusalém. Entrou em Jerusalém e, após 91 anos de sangrenta ocupação pelos combatentes cristãos do Ocidente, dá ordem aos seus emires e soldados para pouparem a população, os combatentes, evitar a pilhagem e o massacre, guardando os lugares de culto e anunciando que todos aí poderão rezar quando o desejarem. Ele próprio passa de um santuário ao outro, chorando, rezando e prosternando-se , num acto de compaixão sem precedentes na história da humanidade.”
Amin Maalouf
“As Lágrimas de Saladino” é sobre ética e compaixão, mas exercita um cuidado com as ratoeiras politicamente correctas que já não servem para esconder o rabo do gato atrás das belas palavras: os homens só têm graça se forem selvagens e indómitos, mesmo quando dizem que sim.
Digressão 2010-2011
13 de Março 2010, Centro Cultural Vila flor, Guimarães - Portugal
20 de Março 2010, Teatro Virginia, Torres Novas - Portugal
25 de Setembro 2010, Tempo - Teatro Municipal de Portimão, Portimão - Portugal
5 e 6 de Fevereiro 2011, Teatro Nacional de São João - Porto, Portugal