ZULULUZU

Teatro Praga

PT
Cine-Teatro Curvo Semedo
07 MAI 2016 21:00

ENSAIO ABERTO

"A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos."
Fernando Pessoa, Livro do Dessassego

Fernando Pessoa, figura maior da literatura portuguesa, tido como símbolo de um país e de uma cidade (Lisboa), canonizado pela literatura ocidental, viveu parte da sua juventude em Durban, na África do Sul, durante uma década (1896-1905). Sobre esses tempos numa África colonizada pouco escreveu e por isso é frequente que o período seja encarado como não tendo grande influência na sua obra. Mas e se a pergunta que se coloca nesta interpretação estiver inquinada por uma resposta que já se conhece? Ou seja, e se a pergunta estiver a ser formulada segundo o ponto de vista de quem procura confirmar o que sabe, tanto da obra dessas "qualidades sem homem" que é Fernando Pessoa como de uma certa ideia exótica de África, continente complexo com uma história própria?

Fernando Pessoa, afirma este espetáculo, é tão feito de Portugal como de África do Sul. ZULULUZU é a viagem "delirótica" do Teatro Praga, contraindo todas as informações aparentemente duais e reexaminando o passado para o libertar de duelos empobrecedores. ZULULUZU é a criação de uma nova estética cultural através da especulação referencial que faz o mundo conviver para lá dos segmentos que o isolam sem abdicar de todas as particularidades que afinal não eram opostas entre si.


ZULULUZU é uma coprodução entre:

TEATRO PRAGA LISBOA | PORTUGAL
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL LISBOA | PORTUGAL
THÉÂTRE DE LA VILLE PARIS | FRANÇA
THE INTERNATIONAL INSTANBUL THEATRE FESTIVAL – İKSV ISTAMBUL | TURQUIA
TEATRO MUNICIPAL DO PORTO – RIVOLI PORTO | PORTUGAL

Texto e Direção: Pedro Zegre Penim, José Maria Vieira Mendes e André e. Teodósio

Com: André e. Teodósio, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Jenny Larrue, Joana Barrios, Maryne Lanaro, Gonçalo Pereira Valves

Cenografia: João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira

Figurinos: Joana Barrios

Música Original: Xinobi

Luz: Daniel Worm d’Assumpção

Som: Sérgio Henriques

Produção: Bruno Reis